Teste Afonso
Teste de edição com imagens, vídeos etc

Não queremos que os leitores se percam, né? Então vamos centralizar:

E que tal um textão que algum de nós queira publicar aqui?
Catecismo
I
Éramos obrigados a ir à missa todos os domingos. Capela da escola. Colégio de padres, como se dizia na época. E o diretor era um padre que, apesar de bondoso, tinha lá suas regras. E a missa era parte das aulas. Aula de religião. E eu, filho do comandante da guarnição do Exército na cidade, tinha que ser exemplo de bom comportamento.
O que não me impedia, claro, e aprontar das minhas. Afinal, tinha um certo salvo conduto. Não se mexe com o filho do comandante, por pior que ele seja. Não em plena era dos militares.
Abandonei a tal da religião assim que fiz a primeira comunhão. Obrigado, claro. Esse negócio de senta, levanta, ajoelha, come biscoito, recita frases e, o pior de tudo, toda semana ter que inventar pecados para obter a salvação, não era pra mim. Aquela história de todo domingo pela manhã ter que ir até a capela do colégio e ficar repetindo essa chatice toda passava da conta para um pré-adolescente cuja vida era aprontar.
A época era propícia para rebeldias, naquele final dos anos 60. Corria o mundo, nessa época – ok, mundo é exagero, corria o Brasil – umas publicações chamadas de catecismo. Tínhamos vaga ideia do que eram, cada qual com a sua imaginação.
Até que um belo dia um colega apareceu, em pleno domingo, antes da missa, com um exemplar. Que situação! Adolescentes, em plena efervescência do início da sexualidade, tendo a oportunidade de ler, e ver, mesmo que desenhadas, aquelas cenas e histórias.